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O `faraó` regressa a Angola, para representar o clube que o catapultou para a fama. À beira de completar 33 anos, o avançado confessa toda a ambição em ajudar os petrolíferos na luta pelo campeonato em 2013 e a estranheza que é, para quem jogou quatro fases finais do CAN, ficar a sofrer a ver os jogos pela televisão

Qual a sensação de regressar ao clube onde começou como profissional, já lá vão 15 anos, em 1998?

Estou feliz, fui sempre muito bem recebido no Petro. É um pouco a minha casa, pode dizer-se. Mesmo a jogar no estrangeiro, quando vinha a Luanda, mesmo de férias, todos me acarinhavam e os adeptos do clube pediam-me entusiasticamente para regressar. A oportunidade apareceu e só posso estar grato por ela. É um passo bonito na minha carreira, vir para onde comecei.

Vai completar 33 anos no próximo dia 30. Assinou só por uma época?

Sim, 2013, com mais uma de opção. Poderia ter-me comprometido a meio do ano, mas não me sentia em condições e preferi readquirir a minha forma plena este segundo semestre do ano para poder voltar em grande.

E que Flávio pode esperar os angolanos, tendo em conta que não compete há nove meses, desde o último jogo que fez pelo Lierse, a 3 de março?

O Petro facilitou-me as coisas, o acesso às instalações e ao clube, e tenho estado a recuperar o meu ritmo. O peso está quase no ideal [risos]. Enquanto o Girabola não acabou, treinei-me com eles, sem problemas. Agora que está tudo de férias, tenho-me cuidado como posso. Faço pelo menos uma hora de treino físico por dia. Exercito-me com corridas da praia, na passadeira que tenho em casa e noutros aparelhos de que disponho. E dar umas pedaladas na bicicleta também ajuda. Seguramente estarei no máximo da forma em Fevereiro, para disputar a Supertaça pelo Petro.


Tem consciência de que os adeptos do Petro esperam muito de si? Também sente que, neste regresso, voltará a ter de mostrar as qualidades que o catapultaram para uma carreira notável?

Depois das minhas várias experiências no estrangeiro, sei bem que regressar a Angola é uma grande responsabilidade e que esperam muito de mim. E a minha responsabilidade será, porventura, ainda maior, pelo que represento no clube e o que já lhe dei e ajudei a conquistar. A única coisa que posso prometer é que vou trabalhar e vou dar o meu máximo para regressar em grande e levar o Petro a conquistar o Girabola. Vou tentar voltar a ser o mesmo Flávio de sempre, apenas e só.

Mas concorda que essa responsabilidade será maior, por ser talvez o jogador angolano mais vitorioso de sempre: em década e meia, conquistou 20 títulos colectivos por onde passou...

É gratificante e recompensador olhar para trás e ver que, felizmente, a vida e a carreira têm sido boas para mim. São muitas vitórias, alegrias e memórias. Só aumentam o grau de exigência. Fico feliz por já ter conseguido ganhar tanto, mas a minha ambição é a mesma de sempre: quero ganhar ainda mais títulos no Petro.

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publicado às 06:58



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